VERSOS POÉTICOS – Visões que Desgosto ou Não Sei Gostar

  • Vindos por diferentes caminhos,
  • Ora lhe encontro,
  • Ora lhe procuro, até encontrar,
  • Vez por outra, quando há tempo,
  • Vez por outra, quando a noite permite:
  • Às vezes, dizendo-se espaçosa;
  • Às vezes, dizendo-se amorosa;
  • Às vezes, dizendo-se algoz;
  • Às vezes, dizendo-se cúmplice;
  • Às vezes dizendo-se conservadora;
  • Às vezes, dizendo-se liberal.
  • Mas sem querer, sem saber, bem, o porquê,
  • à sua presença, acostumado, fico,
  • Afeiçoado me torno.
  •   
  • E quando passa, se vai, ou vou, eu:
  • Sinto  falta do seu mundo liberal;
  • Sinto falta da sua irreverência;
  • Sinto falta da sua presença;
  • Sinto falta da sua  música;
  • Sinto falta da sua catedral.
  •  
  • Lembranças distantes, do seu nome, sinto, também,
  • Da minha distante terra, da minha distante infância.
  • O seu rosto, imagens de televisão, me faz lembrar.
  • E tenho visões, de um lado do seu jeito, que, às vezes,
  • Desgosto,
  • Ou melhor, que não sei gostar:
  • Os seus pés, livres, preferia guardados;
  • Outras coisas, multi-ton, onde se inclui seu cabelo,
  • Queria de um só;
  • O seu peito, continental, como o seu amor,
  • Preferia mais exposto, preferia mais aberto.
  • O rosto, o resto, deixe como é,
  • Deixe como está…

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